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Campos Neutrais: Detalhando um pouco mais Santa Vitória do Palmar

>>  terça-feira, 4 de novembro de 2014

Para quem se interessou em conhecer a história de Santa Vitória do Palmar por meio do menu "Histórico", trazemos nesta postagem um pouco sobre os principais pontos turísticos do município e região. Lembrando que a importância histórica destes Campos Neutrais deve-se ao fato de que a região foi palco de muitas disputas entre portugueses e espanhóis, até a demarcação final da fronteira, que por anos e anos foi flutuante, ora pertencente à Espanha, ora à Portugal.

Os fortes de São Miguel e Santa Teresa, que hoje estão localizados dentro das terras uruguaias, são interessantes pontos turísticos que revelam na história a disputa entre os colonizadores.

O Forte de São Miguel foi construído pelos portugueses, em 1737, a mando do Brigadeiro José da Silva Paes, que havia fundado e fortificado neste mesmo ano a cidade de Rio Grande de São Pedro, primeira cidade do Rio Grande do Sul. Sua construção se deu na disputa entre as coroas portuguesa e espanhola, pela posse da Colônia de Sacramento, bem como por toda a banda oriental do Uruguai. Após um longo período  de abandono e ruínas, o Forte de São Miguel foi declarado Monumento Nacional em 1937, intensificando o processo de recuperação. Atualmente se encontra muito bem conservado, funcionando como Museu Temático.

A Fortaleza de Santa Teresa foi construída pelos portugueses e brasileiros que ocuparam a região e está localizada dentro do Parque Nacional de de Santa Tereza. É um local que, além da história marcante, abriga muitas belezas naturais. Bem maior que o Forte São Miguel, passou definitivamente à posse dos uruguaios em 1828, quando foi retomada pelas forças do General Leonardo Oliveira. No trevo que dá acesso ao Parque, também é possível aproveitar para visitar a Laguna Negra.

Em Santa Vitória do Palmar merecem destaque o Porto, os faróis de sinalização náutica, os balneários Hermenegildo e Barra do Chuí, a Estação Ecológica do Taim, as praças General Andréa, Getúlio Vargas e José Garibaldi, e prédios históricos como a Igreja Matriz, o Theatro Independência e o Museu Cel. Tancredo Fernandes de Mello.

Porto está distante 7km do centro da cidade. Lá é possível apreciar a beleza da Lagoa Mirim, que é a maior lagoa do Rio Grande do Sul, sendo que no local há quiosques e churrasqueiras para passar o dia.

Na costa com o Oceano Atlântico estão presentes os balneários Hermenegildo e Barra do Chuí, havendo na grande extensão litorânea quatro faróis de sinalização náutica, sendo eles: Farol Chuí localizado na Barra do Chuí, na desembocadura do Arroio Chuí que marca a fronteira entre o litoral brasileiro e praias do Uruguai; Farol do Albardão, considerado um dos mais isolados do país, distante 87km da Barra do Chuí; Farol Verga, localizado a 110km da Barra do Chuí e o Farol da Sarita, situado na divisa com a praia do Cassino, a 135km da Barra do Chuí.

As Praias Hermenegildo, conhecida pela qualidade de suas ondas, e Barra do Chuí, que é o ponto mais meridional do litoral brasileiro, possuem infraestrutura de hospedagem e alimentação. Nesta última impressionam os molhes que fixam o Arroio Chuí, separando a orla brasileira da costa uruguaia.

Estação Ecológica do Taim está localizada parte no município de Santa Vitória do Palmar e parte em Rio Grande. A visitação ocorre em dias e horários predeterminados sendo necessário ligar e verificar os horários antes da visita.

A Igreja Matriz foi fundada em 19 de dezembro de 1855, simultânea à criação da cidade. Apresenta um estilo eclético português, e no seu interior está a imagem da Santa Vitória, trazida da Itália em 1940, da cidade de Ravena.

Theatro Independência é considerado um dos mais belos e de melhor acústica do interior do Estado, foi inaugurado em 1930 e sua lotação é de aproximadamente 1.000 lugares entre plateia, camarotes e galerias. Atualmente, existe um projeto de restauração e reforma visando adequá-lo tecnicamente como sala de espetáculos.

Museu Cel. Tancredo Fernandes de Mello apresenta-se como atrativo histórico e cultural do Município, dispondo em seu acervo de artes rupestres. Aberto para visitação sem custos, no local é possível encontrar um rico material arqueológico coletado no município, e também uma vasta coleção de fósseis do período pleistoceno, que é objeto de estudo pelas comunidades científicas nacionais e internacionais.

Pelo passado que se revela, pelas belezas históricas e naturais, pela hospitalidade... Por isso tudo e por muito mais é que vale a pena conhecer Santa Vitória do Palmar.

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Potencial Turístico em Expansão

>>  quarta-feira, 24 de julho de 2013

Segundo os dados do IBGE (2010), na cidade de Santa Vitória do Palmar, a população total de 30.990 habitantes está distribuída em uma área territorial de 5.244,353km².

No portal do Estado do Rio Grande do Sul, uma notícia revela a cidade como um polo turístico destacando algumas dentre as várias atrações que a terra dos Faróis oferece.

Percebe-se, entretanto, que embora o privilégio por suas belezas naturais, existe ainda um grande potencial no turismo que pode ser melhor explorado, tendo em vista a grande extensão do território e a hospitalidade dos moradores.

Os balneários Hermenegildo e Barra do Chuí possuem infraestrutura de hospedagem e alimentação, porém o número de visitantes aumenta a cada ano que passa, parecendo uma boa opção de investimento para pousadas ou cabanas de aluguel.

O investimento em hotéis fazenda, pode estimular ainda mais o turismo rural. Conforme o portal do Ministério do Turismo, no meio rural não apenas as propriedades, como também os atrativos e produtos existentes no campo podem ser uma opção para os turistas e uma oportunidade para os que vivem no campo. Bebidas e alimentos in natura, como cereais, peixes, frutas, legumes, verduras orgânicas, vinho, doce, mel, aguardente, pão caseiro, bolos e embutidos são um ótimo atrativo, bem como o artesanato, a criação de animais; atividades de pesca, ecoturismo, esportes de aventura, caminhadas; atividades pedagógicas no ambiente rural; manifestações folclóricas, música, dança, tradições religiosas; a gastronomia, os saberes e fazeres locais; a visitação a fazendas e ao patrimônio.

Também, em nossa cidade, o crescimento na área da educação em nível de graduação e pós-graduação traz alunos de várias partes do Brasil, podendo contribuir para a criação de pousadas.

O passeio aos faróis é outro ponto que merece atenção, já que o acesso aos Faróis do Albardão, Verga e Sarita (este último na divisa com a praia do Cassino em Rio Grande), é bastante difícil, e até mesmo perigoso para quem não conhece, poderiam ser organizadas trilhas e acampamentos para visita aos locais.
No Porto Pindorama algum esporte na lagoa, ou passeios de barco poderiam ser uma opção.

Para que os investidores retornassem sucesso em seus empreendimentos, importante seria a conscientização da população, para que percebessem que cuidar da cidade traz muitos benefícios, tanto para os moradores como para os visitantes. Ocorre que, embora a população da cidade seja bastante acolhedora, muitas vezes existe depredação nos bancos de praças e lixeiras públicas, parecendo que não é dado o devido valor ao que é público. Mas se é público é para o bom uso de todos! Aquele banco da praça foi adquirido com a contribuição de todos, para o uso de todos!

Também é preciso consagrar eventos no calendário de nossa cidade, a Expofeira e a Febutiá já fazem sucesso. Outros como o encontro Hermena Moto Fest e a Mapemi parece que, ao menos temporariamente, deixaram de ocorrer. Necessária se faz a criação de um plano de ação com projetos voltados ao desenvolvimento do turismo no município que englobe a participação da comunidade santa-vitoriense, em parceria com o poder público e empresários.

Aguardamos então, pois o potencial existe, ele é grande, e essa atenção para o turismo já começa a ser dedicada.

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